O amor corre nas veias
Ao cimo, na flor da pele
Em seu curso, até desaguar
São correntes de abraços
Demorados e apertados
Perdidos em alto mar

Golfinhos que resvalam soltos
Longe...
Fica a onda ao arrebentar
No mais tépido encostar
Cálidos e apaixonados
Em brincadeiras a bambolear

Num corpo
Que se toca molhado
Em raios de sol a secar
Num céu descoberto
Só por quem sabe amar

Sai o sol ao encontro da lua
Penetrando num horizonte
Nas ondas a baloiçar

Seguem sem bússola
Barquinhos a navegar
Sem o norte nem o sul
Perdidos naquele lugar

Resvalam em calmo mar
Até vir a onda
Desfazer a areia
Num belo luar.


golfinhos extraido do site Luso-poemas